sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Da horta para a mesa [uma focaccia de alecrim e 2 patês vegetarianos]

Gosto de cozinhar. Cozinhar é para mim dos melhores prazeres da vida. Cozinhar para mim, para aqueles que amo. Cozinhar é também sinónimo de cuidar. Alimentar os que nos são queridos é uma forma de amor.
É por essa razão que a comida da mãe ou da avó sabe melhor. Tem o melhor ingrediente de todos. Amor.

Gosto de receber família e amigos. Uma mesa bonita, vestida de tecidos e tons naturais, confesso que tenho queda para o rústico, é um cartão de boas vindas para aqueles que nos visitam. Estes são os momentos ideais para desfrutar de conservas caseiras, compotas e deliciosos patés e molhos, elaborados de forma artesanal e com tanto carinho. Sonho com uma horta no terraço, onde possa colher as aromáticas e outros alimentos, que façam o percurso da horta para a mesa. Comida caseira, horas de conversa descontraída, o cenário ideal para um serão perfeito.

Na mesa, acabada de sair do forno uma focaccia. Para acompanhar paté de pimentos e amêndoas e pasta de azeitonas.

Ingredientes focaccia

 

300 g de farinha de trigo
5 g de fermento de padeiro
100 ml de agua temperatura ambiente
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa  sal
2 dentes de alho
folhas de alecrim 

Preparação 

 

Misturar com a ajuda de um robot de cozinha ou à mão, a agua e o fermento. Deixar repousar durante 5 minutos. Juntar a farinha, o sal e as 3 colheres de azeite, e amassar cerca de 8 minutos, até obter uma massa homogénea. Deixar a massa repousar durante1 hora e meia tapada. Estender a massa numa superfície com farinha e forme um rectângulo. Coloque-o num tabuleiro de forno forrado e coberto com papel vegetal, pincele com azeite e deixe repousar 30 minutos.

Descasque os alhos, pique-os e distribua-os sobre pela superfície da massa juntamente com as folhas de alecrim. Polvilhe com sal.
Leve ao forno, previamente aquecido, 220ºC, durante 15-20 minutos ou até que esteja dourada.

Ingredientes paté  de pimentos e amêndoas

 1 pimento vermelho grande 
2 dentes de alho e 1 cebola3 colheres de sopa de azeite 
100 ml de tomate triturado 
1 colher de sopa  de cominhos 
100 g de amêndoas cruas 
Sal e pimenta

Preparação

Lave o o pimento e corte em tiras finas..
 Descasque os alhos e a cebola e pique-os.
Aqueça o azeite, junte a cebola e o pimento e deixe cozinhar cerca de 4-5 minutos. Junte o alho picado e o tomate natural triturado. Deixe cozinhar durante 10 minutos.coloque o preparado numa trituradora. A mistura deve ser suave. Tempere com sal, cominhos e pimenta. Junte as amêndoas e triture novamente.

Ingredientes pasta de azeitonas

200g de azeitonas pretas (sem caroço)
50g de azeitonas pretas (sem caroço)
1 dente de alho
4 colheres sopa de azeite
1 colher de sopa de coentros frescos picados
colher de sopa de salsa fresca picada
1 colher de sopa de cebola picada
1 colher sopa de sumo de limão

Preparação

Colocar todos os ingredientes numa picadora até formar uma pasta não muito fina.










Detalle de tarro de salsa y focaccia
crèditos: fotos Stella Rotger; receitas adaptadas de Amanda Laporte


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Feito em casa [detergentes ecológicos]

Acredito que podemos marcar a diferença em cada pedaço do nosso dia. Em ultima instância,a escolha é sempre nossa. Somos os motoristas da nossa estrada, os escritores da nossa história.
 
Uma vida harmoniosa e saudável, não depende só daquilo que comemos, mas também pelo estilo de vida que adoptamos e pela forma como tratamos a nossa casa mãe, o planeta que habitamos e que é de todos.

É necessário e urgente fazer escolhas mais saudáveis e mais ecológicas todos os dias. E isso está ao alcance de todos nós, e porque não começar com pequenos gestos nas nossas casas?
Vivemos numa era em que todos os produtos que consumimos estão carregados de substâncias químicas, prejudiciais à saúde e ao ambiente. Os produtos de cosmética e limpeza não são excepção. Ultimamente aumentou a minha curiosidade sobre produtos ecológicos "home made". Tenho lido e pesquisado sobre o assunto, e aprendi alguns truques simples que podemos fazer em nossas casas, mais ecológicos e também mais económicos.

Hoje não vou escrever receitas, mas sim como fazer algumas tarefas domésticas de forma mais natural e ecológica.

Uma dica importante: para fazer os seus próprios detergentes, guarde-os com etiqueta em frascos ou garrafas de vidro e anote de que produto se trata (desinfectante, lava-tudo, etc) e em que data foi feito.

Para ter sempre à mão:

Bicarbonato, sal, limão e vinagre são os produtos aliados para uma limpeza mais ecológica em casa.

Limpar o chão:
Misturar dois limões com vinagre branco e guardar num recipiente durante uma semana. Coar a mistura e junte sabão líquido natural.

Limpar o forno:
Espalhar sal pelas paredes do forno, enquanto ainda estão quentes. Retirar depois do forno ficar frio. O sal vai absorver a gordura.

Limpar o frigorífico:
Misturar bicarbonato de sódio com água para limpar o interior do frigorífico. O bicarbonato de sódio tem uma grande capacidade para neutralizar os odores.




Créditos: fotos arquivo "El Mueble"

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Cozinha de Outono [Millet com abóbora]

Entra o Outono. A época em que tudo muda e a cozinha não é exceção. As temperaturas começam a descer e a energia da estação entra na sua fase mais condensada (yang). Manhãs semi luminosas, tardes douradas. Novos aromas, novas cores. A natureza muda a sua paleta de tons: laranja, vermelho, castanho, amarelo. É nesta altura que o arroz se desenvolve , assim como os legumes de folha verde mais dura: agrião, couve portuguesa. As saladas e os salteados cedem gentilmente o seu lugar aos estufados, tempuras, legumes doces, que nos ajudam a aquecer corpo e a alma. Batata doce, millet, abóbora, castanhas. Regressamos a casa de baterias carregadas, dos dias passados ao ar livre nas estações anteriores.
Nostalgia. Introspecção.  Reflexão.
spiced pumpkin + millet porridge {gluten-free + vegan}
créditos imagem


Millet com abóbora: (como acompanhamento ou ótimo puré para empadões)

1 chav. de millet
4 chav. de água
2 de abóbora hokaido.
1 cebola média
1 colher sopa de óleo de sésamo (ou azeite)
pitada de sal
noz mosacada


Lave o millet, reserve. Numa panela deite a abóbora e a cebola cortada em cubos e o óleo de sésamo. Deixe cozinhar cerca de 2 minutos. Adicione o millet e saltei mais um pouco. Junte então 3 chávenas de água e tempere com sal e noz moscada. Deixe levantar fervura, reduza o lume e deixe cozinhar cerca de 25 minutos. Mexa regularmente e adicione a restante quantidade de água pouco a pouco. Triture ate obter um puré. Para obter um puré mais cremoso, pode juntar no inicio uma chávena de leite de soja ou aveia.
Sirva com cebolinho ou salsa picada ou com sementes de abóbora e girassol tostadas.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Começar os dias assim...

Devagar. Despertar lentamente no aroma do pão quente e do café acabado de fazer. Olhar pela janela, lá fora o mundo ainda dorme. Capricho na mesa para o nosso pequeno almoço, um cartão de boas vindas ao novo dia que agora acorda. Sorrio. Sinto o consolo do teu abraço quente. Bom dia meu amor. Hoje vai ser um bom dia.

O pequeno-almoço:

café de cereais
iogurte de soja com maçã, pêssego, banana
nozes, amêndoas e sultanas
sementes de girassol e sésamo
1 colher de geleia de arroz
1 pitada de canela
Greek yogurt, grapefruit, toasted almonds + unsweetened toasted coconut. coffee. #breakfast
créditos imagem: Simply Breakfast




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Salada de feijão frade [ainda do Verão]

O que mais gosto na cozinha de Verão é a sua versatilidade, a frescura e a forma prática como podemos combinar ingredientes. Sou amante das saladas. Frescas, nutritivas, saudáveis, coloridas e despreocupadas.

No dia do regresso e ainda do meu Verão: Saladinha de feijão frade.



Salada de feijão frade com alface, cebola e pimento. Acompanhada de arroz integral com sementes de girassol e sésamo pretas e salteado de cenoura e alga arame.

Podem comprar feijão frade já cozido ou então cozinhar em casa na panela de pressão, depois de demolhado. Juntar alface (ou rúcula e agrião), tomate, cebola e pimento (já cozinhado).

O arroz integral é cozinhado na pressão, receita aqui.

As sementes de girassol e sésamo podem ser tostadas numa pequena frigideira em lume baixo, apenas durante um minuto ou pouco mais, de forma a libertarem o óleo que contêm. É importante não deixar queimar ou tostar demasiado, pois perdem as propriedades benéficas. Depois podem guardar num frasco de vidro e reservar. São um ótimo snack para pausas a meio da manhã ou tarde. Excelente em saladas.

Deixar a alga arame (1 colher de sopa bem cheia) de molho numa tacinha com água morna. Cortar cebola e cenoura em juliana fininha. Numa frigideira saltear a cebola e a cenoura num pouco de azeite, juntar uma colher de sopa de shoyu (molho de soja), deixar cozinhar alguns minutos. Adicionar as algas já demolhadas e escorridas. Deixar cozinhar por mais 5 minutos.Podem temperar com umas gotinhas de sumo de limão ou gengibre.

O regresso

Finalmente regresso. Julho e Agosto foram meses atípicos, atarefados, de rotinas exigentes e os post's ficaram no caderno. Depois o tão desejado descanso, a folga dos horários e rumo ao sul, onde o céu é mais azul e onde encontro o consolo do abraço quente do meu querido Alentejo.

Despedimo-nos do Verão, dos dias quentes despreocupados e regresso. Inquieta e renovada de ideias com um receio miudinho no coração, como quem teme por não ter a matéria na "ponta da língua" no dia da avaliação. Há coisas que não se dizem nos blogues. Tenho medo.Olho para a Leonor na inocente ternura dos seus 30 meses. Vai correr bem... Tranquilizo-me. Só pode correr bem.

Do nosso Verão.
















segunda-feira, 30 de junho de 2014

Meu querido mês de Julho [bolo de maçã]

Recebo o mês de Julho de coração cheio. Cheio de gratidão, alegria e optimismo. Acredito que quando queremos muito algo, quando queremos com o coração, existe uma espécie de conspiração boa a favor dos nossos sonhos. As pessoas certas cruzam o nosso caminho, as oportunidades surjem no momento exacto. 
E se deixarmos, acontece magia.
Gratidão, partilha, aceitação fazem parte do meu exercício emocional diário.
Hoje despeço-me de Junho com gratidão, abro os braços a este novo mês, abraço o querido Verão e encho o coração de fé para esta nova etapa que se avizinha.

Com vocês partilho a receita do bolo de maçã, que levei comigo para a Festa do Sol.


Bolo de maçã*:
  • 145g de farinha de espelta (ou farinha de trigo se preferir)
  • 150g de flocos de aveia
  • 2 ovos bio
  • 1 iogurte de soja natural
  • 1 maçã descascada, descaroçada e cortada aos cubinhos
  • 2 maçãs descascadas, descaroçadas e cortadas em metades
  •  1 colh. chá canela em pó
  • 1 colh. de chá bicabornato de sódio
  • 2 colh. chá fermento em pó
  • 225g puré de maçã
  • 240g de mel de arroz
  • 100g de sultanas


Aqueça previamente o forno a 190ºC. Unte uma forma para bolos, de preferência anti aderente.
Numa tijela grande junto o fermento, o bicabornato, a canela, a farinha e os flocos de aveia. Faça um buraco no meio dos ingredientes secos e acrescente os ingredientes molhados, a maçã cortada aos cubos e as passas. Mexa até todos os ingrdientes secos ficarem envolvidos na mistura. Deite o preparado na forma.
Distribua as metades das maçãs em cima do preparado, ligeiramente laminadas. Pincele as maçãs com mel de arroz, e leve ao forno 25-30 minutos.

*receita adaptada de Sophie Dahl

domingo, 22 de junho de 2014

Gelatina de morangos [é finalmente Verão]

É oficialmente Verão. Vou sair de casa para trabalhar já com luz do dia. Vou chegar a casa depois do trabalho e o Sol ainda não se escondeu. Podemos finalmente almoçar no terraço e à noitinha podemos ficar os dois cá fora a namorar um copo de vinho. Vamos fazer piqueniques e ficar na praia até o sol se pôr. Vou experimentar novas receitas, que aguardavam pacientemente pelo bom tempo para saltarem do caderno.
Pêssego, cerejas, melancia, nêsperas. Os meus preferidos. Sinto uma esperança renovada com a chegada do tão esperado Verão. É o nosso primeiro Verão nesta casa e nesta terra de serra e mar. Vai ser bom, só pode ser bom.



Gelatina de morangos:
  • 250g de morangos
  • 250ml de água
  • 1 colher sopa cheia de agar-agar
  • 4 colheres de sopa de geleia de arroz
  • folhas de hortelã para decorar
Lave bem os morangos, corte-os em pedaços e reserve. Num tachinho leve ao lume a água e a agár-agár durante 15 minutos ou até a alga se desfazer completamente. Adicione a geleia de arroz e os morangos. Desligue o lume e passe com a varinha mágica. Se gostar,tente não passar tudo, para deixar alguns pedaços de morangos. Deite o preparado em tacinhas e leve ao frio durante 1h. Decore com folhinhas de hortelã.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Um novo ritual pela manhã

Gosto muito da célebre frase de Hipócrates "Faz do teu alimento o teu medicamento". Tento, todos os dias, colocar esta máxima do pai da medicina em prática, optando por fazer  escolhas mais saudáveis. Esta é a forma que melhor sei para cuidar de mim e daqueles que amo. 

Estes dias em casa proporcionaram-me tempo real para refletir claramente sobre algumas dessas escolhas e acerca do caminho quero seguir. Olhar para dentro mim, escutar a minha voz e o meu corpo, que me dá sinais todos os dias. 

Bastam pequenos gestos diários, para fazer a diferença.

Aprendi com a Sara B. este simples ritual matinal: em jejum beber uma chávena de água morna com sumo fresco de limão. Esta bebida não só serve para limpar o sistema digestivo e estimular o fígado e os rins, como também alcaliniza o corpo. Este pequeno gesto matinal é uma das melhores coisas  podemos fazer por nós mesmo! Eu apenas acrescentei umas gotinhas de sumo de gengibre, que também é um aliemento com elevado poder terapêutico.Esta bebida é para se fazer todos dias, e segundo a Sarah B. "watch miracles happen".

Eu comecei ontem e vou continuar, todos os dias, sempre que puder! Experimentem!

créditos imagem: My New Roots

sábado, 14 de junho de 2014

Salada de boulgour

Chegou verão, apesar de no calendário ainda estarmos na primavera. Imagino que as praias até então desertas, estejam agora inundadas de pessoas, que buscam insaciada mente por um cantinho à beira-mar onde se possam refrescar. Imagino bandos de crianças a chapinhar felicidade nas poças de água e os seus frágeis castelos de areia, a rir e a gritar bem alto, correndo freneticamente à beira mar, a salpicar descaradamente quem por ali se encontra, até mesmo a rapariga que a medo entra no mar, e que a sua pele quente do sol sente tais salpicos quais cubos de gelo. Nós continuamos por casa, enquanto houver sinais de varicela na pequena, mas imagino que seja este o cenário frenético e alegre da maioria das praias da nossa costa.

Gosto de observar. Gosto de parar e ficar a contemplar a simplicidade daquilo que me rodeia. Observar a correria da vida, contemplar o quadro como se estivesse fora do cenário É um exercício excelente. Todas a pessoas deviam experimentar.

Aqui para os meus lados não existe muito movimento, humanamente falando. Quase não passam carros, pessoas muito menos, e quase que consigo na ouvir na integra apenas o som do vento nas folhas das árvores, os pássaros a chilrear, o galo que canta lá longe nas casinhas da localidade de baixo.

Gosto desta calmaria, deste silêncio que é o único onde me consigo escutar. Esta tranquilidade que me apazigua o corpo e alma. E este passar dos dias. Assim tão calmo, no sabor quente destas tardes de primavera disfarçada de verão.
O almoço de hoje, uma das saladas que mais gosto:




Salada de bougour
  • 1 chávena de boulgour
  • 2 chávenas de água
  • 1 cenoura
  • 1 maçã
  • couve roxa
  • tomate cereja
  • alface, agrião, rúcula

Num tachinho leva ao lume a água com uma pitada de sal. Quando levantar fervura junte o boulgour e deixe cozinhar cerca de 10 minutos em lume brando. Deixe arrefecer e reserve.

Lave bem os legumes de folha verde, corte  cenoura e couve roxa em juliana, o tomate cereja em quartos e a maçã cortada em cubinhos. Junte o boulgour já frio. Mexe e tempere com molho vinagrete outro molho a gosto. Pode também juntar sultanas e sementes de sésamo e girassol tostadas.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Queques de Pêra [dias do avesso continuam]

Ainda sobre os dias ao contrário, quando o inesperado acontece, e como uma simples decisão inocente pode afetar o decorrer do resto do dia, e dos dias seguintes. Hoje (enquanto escrevo) foi um desses dias. Definitivamente, esta não está a ser a minha semana, mas seria ingénuo, ou até mesmo  tolo da minha parte atribuir a responsabilidade total a terceiros, que efetivamente causaram dano no meu dia. Acredito que tudo acontece na minha vida como fruto de decisões que são inteiramente da minha responsabilidade. Responsabilização pessoal, ouvi um dia numa palestra sobre saúde. Não poderia estar mais de acordo. Porque efetivamente eu decido a cada segundo, qual o passo que vou dar a seguir, escolho a roupa que visto, a comida que como, o local onde bebo café, o meio de transporte que me leva todos os dias ao trabalho. Tudo são escolhas. Livre arbítrio. E se aceitarmos esta nossa liberdade de escolha, sem tirar nem pôr, sem tira teimas e lamúrias à mistura, a vida é-nos simplificada.

Depois de todas as burocracias tratadas, queixa apresentada no posto da GNR, telefonemas para as entidades bancárias e de uma longa caminhada até casa, sou recebida pelo sorriso mais doce do mundo e pelo colo mais reconfortante de todos: minha filha, minha mãe.

Já no aconchego desta casa que escolhi para ser o nosso lar, penso que é altura de ter os pés mais no presente, no aqui e no agora, consciente, escolhendo os meus pensamentos assim, como escolho a roupa que visto todos os dias. Revejo cada movimento meu durante a tarde, tento retirar alguma lição dos acontecimentos do dia. Respiro fundo, agradeço, e bebo mais uma chávena de chá.
 


Para acompanhar o chá, queques de pera e gengibre que fiz ontem.
A receita original é da sempre inspiradora e que eu tanto gosto, Sophie Dahl.
Créditos imagem: Pastry Affair

Fiz pequenas alterações da receita (12 queques):

  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 1 colher de chá bicabornato de sodio
  • 1 colher de cha gengibre moido
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 145g farinha espelta
  • 150g de flocos de aveia
  • 225g de puré de pêra (pode ser boião de fruta para bebé)
  • 2 ovos bio
  • 1 iogurte de soja natural
  • 200g de geleia de arroz
  • 1 pera rija descascada e cortada aos cubos
  • 100g de passas
 
Aqueça previamente o forno a 180º graus, unte 12 forminhas (antiaderentes) para queques, eu gosto de usar forminhas de silicone. Numa tigela grande junte os ingredientes secos. Faça um buraco no meio da mistura, e acrescente os ingredientes molhados, a pêra aos cubos e as passas. Mexa até todos os ingredientes secos estarem envolvidos na mstura. deite o preparado no tabuleiro, enchendo a cada forma 2 terços.

Leve ao forno cerca de 25 minutos.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dias do avesso [e uma reconfortante receita de pasta]

Planos feitos, tudo organizado no trabalho, a semana prometia calor e nós tínhamos marcado férias para estes dias. Tudo a correr bem,  se não fosse a Leonor ter ficado com varicela. Mudam-se os planos. Fico em casa a semana toda com ela e o pai vai trabalhar. São dias do avesso, dias em que o imprevisto se sobrepõem à nossa vontade e que só me apetece comida reconfortante.

Sou fan das receitas da Sophie Dahl. Já falei dela por várias vezes e também aqui publiquei algumas receitas por ela inspiradas. Esta é a minha versão mais "saudável" da sua reconfortante "pasta puttanesca".

 

2 pessoas:

200g de fusilli (usei de quinoa, pode usar outra massa)
azeite
sal q.b.

Para  molho:
3 colheres de sopa de azeite
2 dente de alho descascados e picados
4 colheres de sopa de polpa de tomate bio
2 colheres de sopa de salsa picada
1  pacote de "natas" de soja
100g tofu fumado cortado em cubos
2 colheres de sopa de salsa picada

Coza a massa segundo a instruções da embalagem até que fique al dente. Escorra, passe por água fria e reserve.

Num tacho aquecer 2 colheres de sopa de azeite e junte o alho . Acrescente a polpa de tomate e leve a lume brando. Deixe cozinhar cerca de 10 minutos. Junte o fusilli (ou outra massa) já cozinhado e envolva bem. Junte as natas de soja e o tofu fumado. Envolva novamente. Acrescente azeitonas pretas (sem caroços) se gostar e e sirva com uma mão-cheia de salsa picada.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Mais tempo

Quem me dera que existe uma espécie de botão pausa, que parasse imediatamente estas rotinas desenfreadas que me roubam o tempo e os sonhos. Um botão que me permitisse ficar nos braços de quem amo por tempos indefinidos sem a contagem do relógio, sem horários para chegar e para partir. Um botão pausa que ao comprimir, permitisse que a minha menina fosse sempre bebé mantendo a sua inocência dos seus 26 meses.
 
Tempo para a minha cozinha e para as minhas receitas.
Tempo de mim para mim, e de mim para os meus.




 
 
Imagem e receita: Love and Lemons*
 
*uma deliciosa recente descoberta.


terça-feira, 22 de abril de 2014

As manhãs que mais gosto

Férias. Esta pausa que tanta falta me fazia. Férias que desta vez serão em casa, nesta "nova" casa onde apetece desfrutar cada canto e a cada dia que passa a sentimos mais nossa. Acordar nesta casa tem outro sabor, ainda mais agora que podemos fazê-lo lentamente sem a pressa estonteante da rotina. O despertar nesta casa sabe a campo e mar. Ouvem-se os pássaros e outros animais das quintas nos arredores.
São estas as manhãs que mais gosto, estas em que acordamos lentamente, abrimos as janelas e vimos um céu imenso que se perde no horizonte. Estas manhãs em que preparamos os nossos pequenos-almoços que tanto gostamos. Estas manhãs que o relógio não trabalha, dou graças e concretizo que tenho um dia inteiro para estar com os meus amores.



Papas de aveia com avelãs e sultanas (receita aqui)

Smoothie de meloa e kiwi [serve 2]:

1 banana
1/2 meloa
1 kiwi
1 copo de bebida de espelta
hortelã

Juntar tudo na liquidificadora et voilá! Adicionar a hortelã no fim.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Massa [Soba] salteada com legumes

A Primavera finalmente perdeu a sua timidez, e o sol abraça calorosamente estes dias maiores.
Arrumamos finalmente as botas pesadas, cansadas deste longo e cinzento Inverno, e os casacos compridos, despedimo-nos sem saudosismos das cores do frio e saudamos alegremente as novas cores de um guarda-roupa primaveril.

A alimentação não é excepção, e com a chegada da Primavera saudamos um novo leque de alimentos, menus e métodos culinários mais primaveris. Devemos adaptar a forma como cozinhamos às diferentes estações do ano, uma vez que climas diferentes requerem uma alimentação diferente.

Na macrobiótica, usa-se yin e yang para estabelecer o equilíbrio e harmonia na nossa saúde e nas nossas vidas. Consegue-se esse equilíbrio nos alimentos através do método culinário (estufado, pressão, salteado, forno, frito, etc.), do tempo de confecção, quantidade de sal, água ou óleo.

Sendo a  Primavera (tal como o Outono) uma estação intermédia, as refeições devem ser mais equilibradas e centradas, preferem-se métodos culinários mais suaves, menos temperados e alimentos fermentados.
Os cereais da estação são o trigo e a cevada, e os legumes redondos e verdes, como os bróculos.

Hoje trago uma receita de Soba (massa feita a partir de farinha de trigo sarraceno ou de uma combinação de farinha de trigo sarraceno e farinha de trigo integral) salteada com legumes.

Perfeita para almoços descontraídos ao ar livre no terraço ou na varanda, ideal para um piquenique ou para levar para a praia.




créditos imagem

Massa (soba) salteada com legumes:
  • 1 embalagem de soba
  • 1 cebola
  • 1/2 alho francês
  • 2 cenouras
  • 4 folhas de couve chinesa
  • mistura de cogumelos (paris, marron, shitake)
  • 1 colher de sopa de alga aramé
  • azeite
  • shoyu (molho soja)
  • vinagre de arroz (opcional)
  • sementes de sésamo
  • cebolinho picado.

Preparação:

Colocar as algas de molho num pouco de água morna e reservar. Entretanto cozer a soba em água de acordo com as intsruções da embalagem. Depois de cozinhada, passar por água fria e reservar.Cortar todos os legumes em juliana e salteá-los numa frigideira larga ou wok, em azeite e molho de soja. Adicionar um pouco de água (meia chávena será suficiente) para não pegar. Escorrer a água das algas e junte-as ao salteado. Adicione a massa e envolva bem. tempere com umas gotas de vinagre de arroz e desligue o lume. Junte por fim as sementes de sésamo e cebolinho picado.

nota: esta massa também resulta muito bem na sopa de miso.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Para a mãe da minha mãe



 "Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé

Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer

Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for

O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim"


quinta-feira, 20 de março de 2014

Primavera

 
 
A Tua Voz de Primavera

Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai
A flor e o mel que a vida nos promete!

Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo desejo... olhai!
Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!

Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,
Têm a firmeza elástica dos gamos...

Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!

Florbela Espanca in "A Mensageira das Violetas"
 

sábado, 1 de março de 2014

Panquecas de alfarroba [com morangos e chocolate]

Com a chegada do mês de Março, chega também a esperança renovada de que os dias de sol não tardam a aparecer . Março traz na asa a Primavera em flor, os campos despedidos pelo Inverno ganham cor, e a paisagem enche-se de verde em nosso redor. Gosto particularmente deste mês. Março trouxe-me a minha filha e uma perspectiva diferente sobre o mundo e as coisas. Um novo olhar sobre a vida. Março chegou, à semelhança de anos anteriores, em passo irónico, trajado de cinzento, adiando a alegria dos dias de sol e de cor. Na melancolia destes dias chuvosos arranjo a desculpa perfeita para preparar os nossos adorados lanches. Sempre gostei muito de lanches. De os preparar e de os comer. Hoje trouxe morangos do mercado já a pensar nas panquecas para o nosso lanche.


créditos imagem

Panquecas de alfarroba

Para a massa:
  • 10 colheres de sopa de farinha de espelta
  • 1 colher de sopa de farinha de alfarroba
  • 1 ovo biológico
  • 1 caneca de bebida de arroz
  •  baunilha (vagem)
  • 1 pitada de sal

Para o recheio:
  • 4/5 morangos
  • 25g de barra de chocolate 100%
  • 3 colheres de sopa de bebida de arroz
  • 3 colheres de sopa de geleia de arroz
Numa taça juntar a farinha de espelta e a farinha de alfarroba. Fazer um buraco no centro e juntar o ovo. Misturar tudo. Adicionar lentamente a bebida de arroz  e mexer sempre com uma varinha de varas. Cortar uma tira da vagem de baunilha (5 cm), abrir ao meio e retirar o interior. Juntar ao preparado e mexer.
Aquecer a frigideira em lume médio. Quando estiver bem quente, colocar na frigideira a medida de um caço da sopa por panqueca. Deixar cozinhar por 2 minutos, virar e cozinhar por mais 2 minutos. Repetir o processo para a restante massa. 

Num tacho pequeno, em lume baixo, derreter o chocolate com a bebida de arroz e a geleia para adoçar. 
Servir as panquecas com morangos (ou framboesas, amoras, mirtilhos) cortados em quartos e regar com o chocolate derretido.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os dias que mais gosto [e os nossos wraps de tofu]

A pensar na Primavera, nos dias em que o sol me aquece o corpo e a alma, nos passeios de bicicleta no paredão da praia e nos passeios pelos campos do meu querido Alentejo.

A pensar nos dias em que o relógio não nos separa,  e que temos todo o tempo do mundo para nós. Aqueles dias em que nos deixamos levar, no sabor imprevisível das horas que passam deliciosamente devagar. Falamos da nossa filha, da nossa casa, da nossa horta, dos nossos sonhos. Falamos de tudo e de nada. Petiscamos aqui e acolá. Regressamos a casa. Refugiamo-nos na nossa cozinha. Gostamos tanto de preparar refeições juntos, com os ingredientes que comprámos nos nossos passeios. Temos em comum esse gosto, o da cozinha e dos sabores. E assim terminamos o dia da forma que mais gostamos. Juntos.
 
A pensar nesses dias.
 
 







Wraps de Tofu. Perfeitos para as tardes passadas na praia, passeios no campo ou para levar para o trabalho.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sopa de feijão azuki

O Inverno continua. Veio para ficar. Para combater a melancolia destes tristes dias cinzentos, que mais parecem que não vão ter um fim, nada melhor do que uma calorosa, consistente e nutritiva sopa.
Daquelas que aquecem o corpo e a alma.

A minha base de sopa não varia. Há ingredientes que não dispenso na minha sopa: cenoura, cebola e abóbora hokaido (a minha preferida). Hoje a sopa é de feijão azuki.

Quando terminar os 10 dias da Dieta nº 7, é exatamente esta sopa que irá deliciar os meus sentidos.
 
O feijão azuki é oriundo do Japão. E esta leguminosa pequena e vermelha é uma maravilha para os rins. Tem uma fermentação melhor que os outros feijões, ajuda a regular a hipertensão e o excesso de açúcar. Além disso tem a vantagem de ser um alimento rico em minerais (ferro, cálcio, fósforo) e vitaminas do complexo B. Quem sofre de problemas renais, deveria utilizar regularmente.
 
 
 




Ingredientes:
  • 4 chávenas de feijão azuki já cozido
  • 2 chávenas de abóbora hokaido (cortada em pedaços médios)
  • 1 cebola grande
  • 2 cenouras
  • 1/2 alho francês
  • Azeite e sal, q.b.
  • Agua do feijão
  • Coentros picados (opcional)
Preparação:
 
Estufar a cebola, cenoura, abóbora e o alho francês, previamente cortados em pedaços, num pouco de azeite e com uma pitada de sal, durante 10 a 15 minutos. Adicionar um pouco de água do feijão para não queimar. Juntar 3 chávenas do feijão azuki e deixar cozinhar mais 5 a 7 minutos. Reduzir a puré. Acrescentar o restante feijão deixar cozinhar em lume baixo mais 10 minutos. Retificar os temperos. Servir com coentros picados.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Começar a semana com a Dieta nº 7 [e como fazer arroz integral]

Na sexta-feira passada fazia planos para o fim-de-semana. Avizinha-se um fim de semana chuvoso, segundo as previsões meteorológicas. Os planos e actividades fora de casa seriam adiados para os dias em que o sol decidir nos presentear com sua luminosa presença.

Estes são os dias perfeitos para experimentar aquelas receitas que desejo fazer há algum tempo, ler um livro, ver um bom filme embrulhada numa manta bem quentinha (já não o faço há imenso tempo), organizar a casa e as ideias.

O fim-de-semana chegou e trouxe por companhia uma enorme tempestade. Passou a correr (como sempre), e todos os meus planos foram adiados em mais uma semana (pelo menos).

Segunda-feira. A semana não começou da melhor forma. O imprevisto visita-nos e instala-se muito comodamente na nossa casa. Não me lembro de o ter convidado... Não importa. Focar-me nas soluções e não nos problemas. Nada que uma chávena de chá quente não ajude. Digo isto no sentido figurado, porque quando preciso de pensar, retiro-me e acompanho-me por uma chávena de chá de 3 anos.

Com o inicio da semana comecei a Dieta nº7 de George Ohsawa, tal como havia registado aqui. Muito resumidamente, é uma dieta de limpeza do organismo, que consiste em comer essencialmente arroz integral, durante 10 dias. No entanto, estou a fazer mais a versão da Dieta nº6, que inclui sopa de miso, sementes e vegetais verdes escaldados. Bebo também chá de 3 anos e caldo de legumes doces para equilibrar os níveis de açúcar e controlar os "desejos".

Balanço do primeiro dia: o meu corpo está a reagir  melhor do que eu esperava. 
Senti alguma fome, mas temia mais o desejo por pão e doces e a falta de café.

Esta dieta é também uma forma de disciplinar o corpo e a mente. Diana publicou (e muito bem) sobre este tema. 
Equilibrar. Abandonar os prazeres rápidos, sensoriais. 
Sentir, observar, cuidar de mim.

O que se cozinha cá por casa nestes dias:
 







 

Arroz integral (na pressão):


  • 1 tigela de arroz integral
  • 3 tigelas de água
  • Sal
Colocar o arroz lavado na panela de pressão juntamente com a água e levar ao lume. Quando levantar fervura, juntar uma pitada de sal. Baixar o lume e tapar bem. Deixar 40 minutos.

Gosto de comer o arroz com gomásio e uma mistura de sementes de girassol, sésamo e abóbora, ligeiramente tostadas.

*simples ;)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O desafio [a dieta nº7 George Ohsawa]

Confesso-vos que já há algum tempo que sinto algum cansaço e falta de energia. Ninguém disse que era fácil (tentar) mantermo-nos saudáveis, enquanto lutamos arduamente na arena stressante dos dias de trabalho e responsabilidades do dia a adia.
A correria desenfreada dos dias, a falta de tempo de qualidade para cuidarmos de nós, as poucas oportunidades para fazermos pequenas coisas que gostamos.
Tenho alguns rituais diários que não prescindo: sopa de miso (ao jantar), chá de 3 anos, legumes verdes no prato (salada ou legumes verdes escaldados), ouvir uma música que gosto e ler um texto inspirador. No entanto, continuo a sentir a necessidade de “limpar” mais à séria corpo e as ideias.
 
A Diana lançou o desafio: “Fazer a famosa Dieta Nº 7 de George Ohsawa. Basicamente esta dieta consiste em 10 dias seguidos de Arroz Integral. É purificador, quer ao nível do corpo, quer ao nível da mente.” Desafio aceite!
 
Já conhecia um pouco esta dieta, e agora parece-me o momento apropriado para o fazer, ainda mais sabendo que estou acompanhada. Será um desafio exigente, requer muita disciplina, mas com resultados muito positivos, renovar corpo e mente. Equilibrar, purificar, centrar.
 
 
O arroz integral é o alimento com as propriedades indicadas para tal: “É um alimento excelente para desenvolvimento intelectual e espiritual e, de um ponto de vista físico, beneficia particularmente os pulmões e o intestino grosso, sendo um dos melhores alimentos para tratar problemas intestinais.
Os orientais consideram também que o arroz aumenta a Energia Ki, ajuda a aliviar a depressão e acelera a eliminação de toxinas."
A Dieta Nº7 tem a duração de 10 dias, pelo facto do nosso plasma sanguíneo demorar esse tempo a renovar-se, limpando os excessos e abrindo espaço para novos padrões energéticos no organismo”
Durante os próximos 10 dias, as publicações serão alusivas a esta dieta e ao nosso (sim, porque o marido também alinha) progresso.
 
 
 Mais detalhes e informação sobre o desafio aqui.
 Mais alguém alinha?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mercados e lojas [onde gosto de comprar]

Gosto de mercados e de feiras. Talvez porque desde pequena que fui habituada a ir à “praça” com a minha mãe ao Sábado de manhã. Gosto da azáfama instalada, daquela gente madrugadora e do casamento de cheiros que paira no ar: legumes, fruta, flores, pão, café. Quase que se distinguem as notas de cada um. Gosto mesmo de mercados e feiras, de comida e de “velharias”.
 
Houve uma altura na minha vida que ía pouco (quase nunca) ao mercado. Comprava tudo em grandes superfícies comerciais.
Quando começámos a jornada na alimentação macrobiótica, descobri uma série de novos alimentos que não encontrava nos lugares convencionais, por consequência descobri novas lojas e regressei aos mercados. Pouco a pouco, não conseguia comprar nas lojas (antigas) habituais, a minha lista de compras estava completamente deslocada.
 
Hoje, com a mudança de casa, estou novamente a tentar adequar a minha lista de compras às lojas e ofertas das redondezas.
 
Tenho recebido algumas mensagens a questionar onde compro alguns produtos que uso nas minhas receitas. Posso-vos dizer que durante a semana, como estou por Lisboa, compro o que preciso nas seguintes lojas (passo a publicidade):
 
 
 
Legumes, frutas, frutos secos e alguma mercearia na loja Miosótis. De todas as lojas bio, para mim é sem dúvida, a mais em conta. Lá podem encontrar legumes, frutas, pão, peixe, massas, cereais, alimentação macrobiótica, congelados, etc, tudo orgânico.
Também gosto de ir à Biocoop. Não vou lá tantas vezes como gostaria, porque a minha logística agora não o permite.
 
Quando vivia em Lisboa, aos Sábados de manhã, ocasionalmente, gostava de visitar os mercados Agrobio do Campo Pequeno e Príncipe Real. Os produtos são um pouco mais caros, mas o passeio e o prazer de poder comprar em banquinhas na rua, tão mimosas e perfumadas, vale mesmo a pena.

Sou cliente das lojas Celeiro, onde compro grande parte da minha mercearia (tofu, seitan, tempeh, flocos de cereais, produtos macrobióticos, bebida de arroz). Com o cartão acumula-se pontos com as compras. Aos 200 pontos têm-se vales de 12 €. Compensa!

Um projecto que gostaria muito de concretizar, e que tenho na minha lista de projectos a curto prazo, é ter a minha própria horta orgânica, onde possa cultivar algumas das hortícolas que mais consumimos lá em casa.
 
Podem saber mais sobre agricultura biológica e pontos de venda no site da Agrobio.
 
Espero ter ajudado!